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Como entrar com uma ação de despejo por falta de pagamento

21 de agosto de 2026 | Casos de Uso, Direito, Utilização AR-Online

Tempo de leitura: 6 min

Quando o aluguel deixa de ser pago, uma das dúvidas mais comuns de locadores, imobiliárias e administradoras é como iniciar uma ação de despejo por falta de pagamento.

Em situações de inadimplência que não foram resolvidas por negociação, o locador pode recorrer ao Judiciário para buscar a retomada do imóvel. Para isso, é necessário reunir os documentos da locação, demonstrar a inadimplência e levar a questão ao Judiciário por meio de advogado.

Embora a inadimplência seja uma das situações mais frequentes nas locações urbanas, muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre quais etapas precisam ser cumpridas antes do ajuizamento e como a documentação deve ser organizada.

Entender esse procedimento ajuda a evitar erros e permite que a documentação seja organizada de forma adequada desde o início.

Neste artigo, você verá:

O que é uma ação de despejo por falta de pagamento?

A ação de despejo por falta de pagamento é o procedimento judicial utilizado para solicitar a desocupação do imóvel quando o locatário deixa de cumprir sua obrigação de pagar o aluguel ou outros encargos previstos no contrato de locação.

Além dos aluguéis vencidos, a inadimplência pode envolver despesas como condomínio, IPTU e demais obrigações assumidas contratualmente pelo locatário.

Quando esses valores deixam de ser pagos, a legislação prevê mecanismos para que o locador possa buscar a proteção de seus direitos.

O procedimento é regulamentado principalmente pela Lei do Inquilinato (Lei nº 8.245/1991).

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Como entrar com uma ação de despejo por falta de pagamento?

Se não houve regularização da dívida nem acordo entre as partes, o locador pode buscar a via judicial para solicitar a retomada do imóvel.

O processo costuma envolver as seguintes etapas.

1. Reunir a documentação da locação

O primeiro passo é reunir os documentos que comprovam a existência da locação e da inadimplência.

Normalmente são utilizados:

  • contrato de locação;
  • aditivos contratuais;
  • documentos das partes;
  • demonstrativo dos valores em atraso;
  • comprovantes das cobranças realizadas;
  • documentos relacionados ao imóvel.

Quanto mais organizada estiver a documentação, mais simples tende a ser a preparação da ação.

2. Levantar os valores em atraso

Antes do ajuizamento, é importante identificar exatamente quais valores estão pendentes.

Além dos aluguéis vencidos, a inadimplência pode envolver despesas como condomínio, IPTU e outros encargos previstos no contrato de locação.

A apuração correta do débito ajuda a evitar divergências durante o processo.

3. Buscar orientação jurídica

A ação de despejo é um procedimento judicial e deve ser conduzida por advogado habilitado.

O profissional analisará o contrato, a documentação disponível e as particularidades da locação para definir a estratégia jurídica adequada.

4. Protocolar a ação judicial

Após a análise da documentação, a ação é apresentada ao juízo competente.

Na petição inicial serão expostos os fatos, a inadimplência, os documentos comprobatórios e os pedidos formulados pelo autor da ação.

Dependendo das circunstâncias do caso, a ação também pode incluir pedidos relacionados aos valores em atraso.

5. Aguardar a citação do locatário

Depois que a ação é distribuída, o locatário será formalmente citado para tomar conhecimento do processo e exercer seu direito de defesa.

Após a citação, o locatário poderá apresentar sua defesa, e o processo seguirá seu curso normal.

Em alguns casos, o locatário também pode regularizar a dívida durante o processo, conforme as regras da Lei do Inquilinato.

A duração e os desdobramentos variam conforme as características de cada caso e as medidas adotadas pelas partes ao longo da ação.

É obrigatório enviar uma notificação antes da ação?

A legislação não exige, em todos os casos, o envio prévio de uma notificação para que a ação de despejo seja proposta.

Ainda assim, muitos locadores, administradoras e imobiliárias realizam cobranças formais antes da judicialização.

Além de tentar solucionar o problema de forma amigável, essas comunicações ajudam a documentar a inadimplência e a construir um histórico dos contatos realizados.

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Quais documentos costumam ser importantes durante o processo de ação de despejo?

A organização documental costuma fazer diferença quando a situação evolui para uma disputa judicial.

Entre os registros mais frequentemente utilizados estão:

  • contrato de locação;
  • demonstrativos de débito;
  • comprovantes de cobrança;
  • notificações enviadas ao locatário;
  • registros de negociações;
  • comprovantes de entrega das comunicações.

Quanto mais fácil for localizar essas informações, mais simples tende a ser a preparação da documentação necessária para o processo.

Perguntas frequentes

Quantos meses de atraso são necessários para entrar com ação de despejo?

A legislação não estabelece um número mínimo de meses de inadimplência. A análise depende das circunstâncias de cada caso e da estratégia jurídica adotada.

Quais documentos comprovam a inadimplência?

Normalmente são utilizados contrato de locação, demonstrativos de débito, comprovantes das cobranças realizadas e demais registros relacionados à locação.

Quanto tempo demora uma ação de despejo por falta de pagamento?

Não existe um prazo único para todos os casos. A duração do processo pode variar de acordo com fatores como a complexidade da demanda, a necessidade de produção de provas e o volume de processos em tramitação no juízo responsável.

O locatário pode apresentar defesa na ação de despejo?

Sim. Após ser citado, o locatário pode se manifestar no processo e exercer seu direito de defesa, observadas as regras aplicáveis ao caso.

Conclusão

A ação de despejo por falta de pagamento envolve mais do que a simples existência da dívida.

É necessário reunir documentos, identificar os valores em atraso, formalizar o pedido judicial e manter registros que permitam demonstrar a evolução da inadimplência.

Quando essas informações estão organizadas e facilmente acessíveis, a preparação da documentação necessária tende a ser mais simples e eficiente.

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Luana Queiroz

Luana Queiroz

Estrategista de Conteúdo

Luana Queiroz é estrategista de conteúdo da AR Online. Atua na criação, revisão e otimização de artigos sobre notificações extrajudiciais, cobranças, contratos, validade jurídica de documentos e comunicação formal entre empresas e pessoas.

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Luana Queiroz é estrategista de conteúdo da AR Online. Atua na criação, revisão e otimização de artigos sobre notificações extrajudiciais, cobranças, contratos, validade jurídica de documentos e comunicação formal entre empresas e pessoas.

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