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Quando o aluguel deixa de ser pago, uma das dúvidas mais comuns de locadores, imobiliárias e administradoras é como iniciar uma ação de despejo por falta de pagamento.
Em situações de inadimplência que não foram resolvidas por negociação, o locador pode recorrer ao Judiciário para buscar a retomada do imóvel. Para isso, é necessário reunir os documentos da locação, demonstrar a inadimplência e levar a questão ao Judiciário por meio de advogado.
Embora a inadimplência seja uma das situações mais frequentes nas locações urbanas, muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre quais etapas precisam ser cumpridas antes do ajuizamento e como a documentação deve ser organizada.
Entender esse procedimento ajuda a evitar erros e permite que a documentação seja organizada de forma adequada desde o início.
Neste artigo, você verá:
- O que é uma ação de despejo por falta de pagamento
- Como entrar com uma ação de despejo por falta de pagamento
- É obrigatório enviar uma notificação antes da ação?
- Quais documentos costumam ser importantes durante o processo
- Perguntas frequentes
O que é uma ação de despejo por falta de pagamento?
A ação de despejo por falta de pagamento é o procedimento judicial utilizado para solicitar a desocupação do imóvel quando o locatário deixa de cumprir sua obrigação de pagar o aluguel ou outros encargos previstos no contrato de locação.
Além dos aluguéis vencidos, a inadimplência pode envolver despesas como condomínio, IPTU e demais obrigações assumidas contratualmente pelo locatário.
Quando esses valores deixam de ser pagos, a legislação prevê mecanismos para que o locador possa buscar a proteção de seus direitos.
O procedimento é regulamentado principalmente pela Lei do Inquilinato (Lei nº 8.245/1991).
Como entrar com uma ação de despejo por falta de pagamento?
Se não houve regularização da dívida nem acordo entre as partes, o locador pode buscar a via judicial para solicitar a retomada do imóvel.
O processo costuma envolver as seguintes etapas.
1. Reunir a documentação da locação
O primeiro passo é reunir os documentos que comprovam a existência da locação e da inadimplência.
Normalmente são utilizados:
- contrato de locação;
- aditivos contratuais;
- documentos das partes;
- demonstrativo dos valores em atraso;
- comprovantes das cobranças realizadas;
- documentos relacionados ao imóvel.
Quanto mais organizada estiver a documentação, mais simples tende a ser a preparação da ação.
2. Levantar os valores em atraso
Antes do ajuizamento, é importante identificar exatamente quais valores estão pendentes.
Além dos aluguéis vencidos, a inadimplência pode envolver despesas como condomínio, IPTU e outros encargos previstos no contrato de locação.
A apuração correta do débito ajuda a evitar divergências durante o processo.
3. Buscar orientação jurídica
A ação de despejo é um procedimento judicial e deve ser conduzida por advogado habilitado.
O profissional analisará o contrato, a documentação disponível e as particularidades da locação para definir a estratégia jurídica adequada.
4. Protocolar a ação judicial
Após a análise da documentação, a ação é apresentada ao juízo competente.
Na petição inicial serão expostos os fatos, a inadimplência, os documentos comprobatórios e os pedidos formulados pelo autor da ação.
Dependendo das circunstâncias do caso, a ação também pode incluir pedidos relacionados aos valores em atraso.
5. Aguardar a citação do locatário
Depois que a ação é distribuída, o locatário será formalmente citado para tomar conhecimento do processo e exercer seu direito de defesa.
Após a citação, o locatário poderá apresentar sua defesa, e o processo seguirá seu curso normal.
Em alguns casos, o locatário também pode regularizar a dívida durante o processo, conforme as regras da Lei do Inquilinato.
A duração e os desdobramentos variam conforme as características de cada caso e as medidas adotadas pelas partes ao longo da ação.
É obrigatório enviar uma notificação antes da ação?
A legislação não exige, em todos os casos, o envio prévio de uma notificação para que a ação de despejo seja proposta.
Ainda assim, muitos locadores, administradoras e imobiliárias realizam cobranças formais antes da judicialização.
Além de tentar solucionar o problema de forma amigável, essas comunicações ajudam a documentar a inadimplência e a construir um histórico dos contatos realizados.
Quais documentos costumam ser importantes durante o processo de ação de despejo?
A organização documental costuma fazer diferença quando a situação evolui para uma disputa judicial.
Entre os registros mais frequentemente utilizados estão:
- contrato de locação;
- demonstrativos de débito;
- comprovantes de cobrança;
- notificações enviadas ao locatário;
- registros de negociações;
- comprovantes de entrega das comunicações.
Quanto mais fácil for localizar essas informações, mais simples tende a ser a preparação da documentação necessária para o processo.
Perguntas frequentes
Quantos meses de atraso são necessários para entrar com ação de despejo?
A legislação não estabelece um número mínimo de meses de inadimplência. A análise depende das circunstâncias de cada caso e da estratégia jurídica adotada.
Quais documentos comprovam a inadimplência?
Normalmente são utilizados contrato de locação, demonstrativos de débito, comprovantes das cobranças realizadas e demais registros relacionados à locação.
Quanto tempo demora uma ação de despejo por falta de pagamento?
Não existe um prazo único para todos os casos. A duração do processo pode variar de acordo com fatores como a complexidade da demanda, a necessidade de produção de provas e o volume de processos em tramitação no juízo responsável.
O locatário pode apresentar defesa na ação de despejo?
Sim. Após ser citado, o locatário pode se manifestar no processo e exercer seu direito de defesa, observadas as regras aplicáveis ao caso.
Conclusão
A ação de despejo por falta de pagamento envolve mais do que a simples existência da dívida.
É necessário reunir documentos, identificar os valores em atraso, formalizar o pedido judicial e manter registros que permitam demonstrar a evolução da inadimplência.
Quando essas informações estão organizadas e facilmente acessíveis, a preparação da documentação necessária tende a ser mais simples e eficiente.








